Dependência química grave leva à internação involuntária
Vulnerabilidade social
Uma mulher de 42 anos precisou ser internada involuntariamente no último sábado (3) após uma avaliação técnica apontar dependência química severa, agravamento do quadro de saúde mental e risco à própria integridade.
O caso ocorreu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. A medida foi adotada pela Prefeitura do município, depois de análise feita por uma equipe especializada da rede de atendimento social e de saúde.
Segundo o relatório técnico, a mulher — natural da cidade — faz uso contínuo e compulsivo de álcool e crack desde 2016, condição que evoluiu ao longo dos anos para transtornos mentais e comportamentais. A avaliação destacou ainda a situação de vulnerabilidade social, já que a paciente vivia em situação de rua.
Ela foi localizada na Avenida Atlântica e encaminhada de ambulância pelo Programa Resgate a Vida para uma unidade hospitalar especializada em tratamento psiquiátrico.
De acordo com o município, houve tentativas anteriores de acolhimento e tratamento, todas sem adesão efetiva. Diante do agravamento progressivo do quadro clínico e psicossocial, a internação involuntária foi considerada necessária como medida de proteção integral.