Seis são indiciados por associação criminosa, furto e receptação qualificada
Operação Fio Solto
A segunda fase da Operação Fio Solto teve seu inquérito concluído pela Polícia Civil, conforme divulgado nesta sexta-feira (11). Seis pessoas foram indiciadas por associação criminosa, furto e receptação qualificada.
De acordo com a apuração policial, a associação criminosa era dividida em três grupos. Além do responsável pelo furto de carga e atraso da comunicação da polícia, também havia quem fazia o transporte e os responsáveis pela produção de malhas.
No caso do primeiro, três pessoas foram identificadas, entre elas, o próprio motorista do caminhão que transportava a carga Ele, ainda segundo a polícia, facilitou o furto e deixou de comunicar o caso às autoridades, como forma de retardar a ação policial, o que garantia o transporte seguro das mercadorias até Guabiruba.
O furto
O crime ocorreu no dia 25 de setembro de 2021, em São José dos Pinhais, no Paraná. A comunicação pelo motorista só ocorreu três dias depois. De acordo com a polícia, o material foi levado até Santa Cecília, já em Santa Catarina e dividido entre outros caminhões. Esta atuação era feita por três pessoas, dois como motoristas e um, em um carro, atuando como batedor. Da cidade, os itens foram levados até Guabiruba e repassada para um distribuidor e quatro empresários do ramo de tecelagem, responsáveis por transformar a carga de fios em tecidos.
Na segunda fase da operação foram apreendidos 1752 quilos de tecidos produzidos a partir dos fios furtados, A avaliação é que o material custe cerca R$ 50 mil. Eles foram sendo restituídos para a empresa vítima do furto.
O material foi encontrado em uma empresa de tecelagem de Guabiruba, em 1º de dezembro. Os seis investigados desta segunda fase da Operação Fio Solto foram indiciados por furto, associação criminosa e receptação qualificada e se somam aos outros quatro já indiciados na primeira fase. A soma dos bens apreendidos na operação ultrapassa os R$ 470 mil.