Quatro são condenados a regime fechado por roubo a joalheria de Brusque
Justiça
A sentença, em primeira instância, para quatro envolvidos em um roubo a uma joalheria de Brusque, em agosto de 2021, foi emitida nesta terça-feira (2). A decisão, assinada pelo juiz Edemar Leopoldo Schlosser, mantém o grupo detido em regime fechado e com penas acima dos 10 anos.
As penas poderiam ter sido ainda maiores, caso fossem caracterizados os crimes de formação de quadrilha e adulteração de veículo. Na avaliação do judiciário, apesar da atuação em conjunto do quarteto, não houve provas suficientes que caracterizassem este tipo de infração.
A pena mais alta foi determinada para Josué Pereira Bittencourt, 12 anos e oito meses de reclusão, além do pagamento de multa por roubo com uso de lesão corporal grave e receptação. Ele é indicado como o mentor do crime. A condenação foi semelhante, 11 anos e seis meses e multa, para Josiane dos Santos Oliveira.
Dois dos condenados receberam pena de 10 anos e quatros meses. Foram eles Maximiliano Reinert dos Santos e Guilherme Araújo de Lima. Segundo a avaliação do tribunal a manutenção do regime fechado para todos os envolvidos ocorreu por não haver “motivos que justifiquem a concessão de liberdade”. O texto ainda ressalta ser “reconhecida por sentença as responsabilidades criminais pelo grave crime de roubo qualificado”. Na época, gerando lesão corporal às vítimas.
Relembre o caso
Em agosto de 2021, o grupo, além de outros dois comparsas, se dirigiram até a relojoaria. No dia do crime, segundo a apuração apresentada na sentença, Josiane e Maximiliano entraram no estabelecimento, se passando por clientes. Outros dois membros, entre eles, Guilherme, já estavam no estabelecimento. O grupo sacou armas e fugiu do local com dois mostruários de jóias para um carro.O motorista do veículo ainda não foi identificado. O valor estimado das peças era de R$ 84 mil.