Acusados de matar garota queimada recebem pena pesada da justiça
Durante toda a sexta-feira (13), a Vara Criminal de Brusque realizou o julgamento de dois dos envolvidos na morte da jovem Roberta Keller, que foi morta após ter fogo ateado ao corpo em 2017. Cláudio Batista Santos e Júlio César Poroski receberam penas pesadas pelo crime.
O Júri Popular terminou por volta das 17h, e condenou os dois envolvidos da seguinte maneira: Cláudio, também conhecido como Kamikaze, recebeu a pena de 25 anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de homicídio com motivo torpe, meio cruel e surpresa que impossibilitou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver.
Já Júlio, conhecido por Galego, recebeu 19 anos e dois meses em regime inicial fechado por conta dos mesmos crimes em que Cláudio foi pronunciado. Também foi negado aos réus, que já se encontram presos há algum tempo, o direito de recorrer da sentença em liberdade.
Na data do fato, todos os acusados levaram a vítima até a rua Zulmira Raiser, no bairro Nova Brasília, entraram em um matagal. Então, de acordo com a denúncia, Cláudio, considerado líder e chefe de uma organização criminosa, colocou fogo em Roberta ainda viva, levando ela à morte.
A denúncia ainda afirma que Roberta foi atacada de forma covarde, sem a possibilidade de se defender, pois foi encharcada de gasolina, enquanto que outro dos acusados segurava ele pelos cabelos. Logo depois dela ir a óbito colocaram o corpo da jovem em uma cova rasa, tentando impossibilitar a localização do cadáver.
A defesa do pronunciado Cláudio foi feita pelo advogado Dr. Gilvan Galm, e a do pronunciado Júlio César pela advogada Dra. Tina Ariana Hartke Knihs. Já a representante do Ministério Público foi a promotora Susana Perin Carnaúba.
Foto: Juliane Ferreira / Rádio Diplomata FM