Sob tensão, manifestantes fecham BR 101
O clima ficou tenso por alguns instantes na BR 101, em Itajaí, junto trevo de acesso à cidade de Ilhota. Isso por conta do manifesto organizado pelas centrais sindicais de trabalhadores e que tinha por objetivo fechar a via nos dois sentidos. Ao contrário do que fora anunciado durante os últimos dias, os manifestantes foram impedidos, em um primeiro momento, de efetivar o ato, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (11).
O grupo se concentrou nas proximidades de um posto de combustíveis, já na rodovia de acesso às cidades de Ilhota e Blumenau. Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a PRF, compareceram para o ato. Quando os manifestantes chegaram à rodovia federal foram também informados de que o protesto deveria se concentrar embaixo do viaduto apenas.
Situação comprovada pela presença de viaturas da Polícia Rodoviária Federal nas saídas da 101. A situação contrariou o grupo de manifestantes e houve discordância, inclusive, dos que estavam no carro de som e lideravam o manifesto. Enquanto uns diziam que havia sido acordado com a PRF de se fechar apenas o viaduto, outros afirmavam que a orientação era para que se fechasse a rodovia federal.
Indignados, os manifestantes vaiaram o grupo e anunciaram que queriam fechar a rodovia. E foi o que fizeram. Em poucos instantes avançaram sobre as pistas, formando filas longínquas nos dois sentidos da 101. A comissão organizadora do manifesto então acordou com a PRF que o fechamento se daria por, no máximo, meia hora.
Um grande número de agentes da PRF, da Guarda de Trânsito e Polícia Militar de Itajaí, além da Polícia Rodoviária Estadual estiveram presentes.
Uma decisão da justiça, tomada a partir de ação do governo federal, determinava que a cada uma hora de interrupção da BR 101 fosse aplicada multa de R$ 10 mil às entidades organizadoras do protesto.
Passados os 30 minutos, os manifestantes voltaram aos ônibus e deram fim ao protesto. Que teve a participação de entidades sindicais de diversas cidades na área que vai de Joinville, no Norte, a Florianópolis, no Sul do estado.
Entre as bandeiras levantadas pelos manifestantes estavam fim do Fator Previdenciário, desaposentação, fim do projeto de lei que expande a terceirização de serviços, redução da jornada de trabalho de 44 para 40horas semanais, entre outros temas.