Contrato com outro banco economizaria mas de R$ 500 mil, diz vereador
Em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, esta semana, o vereador Marcos Deichmann (Patriotas), que preside a Comissão de Constituição, Legislação e Redação da Câmara Municipal de Brusque, detalhou os motivos de ter chamado a atenção da Prefeitura sobre o empréstimo de R$ 5 milhões junto ao Banco do Brasil. O valor deverá ser utilizado para aquisição de equipamentos e itens para a Secretaria de Obras, Departamento Geral de Infraestrutura (DGI) e Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan).
Deichmann fez manifestações na tribuna do Legislativo durante a análise do projeto que autoriza a Prefeitura a fazer o contrato. Na ocasião, ele questionou o fato de não haver propostas de outros bancos sobre o valor.
“Havia todo levantamento de financiamento do Banco do Brasil, mas não havia de outras instituições. Quando se fala em serviço público, tem que fazer levantamento geral, até por questões de economia e custos”, disse ele.
Segundo Deichmann, o projeto de lei que solicitava a autorização não chegou na Câmara em regime de urgência, mas com pedido para que fosse aprovado com rapidez em virtude de não se perder prazos. O documento envolve recursos para compra de máquinas, softwares para a Secretaria de Obras, Ibplan e DGI.
A ausência de outros orçamentos se deu, segundo o governo, porque os demais bancos não contemplavam alguns dos itens apontados na necessidade da prefeitura. Porém, de acordo com o vereador, um deles não só atende essa situação como apresenta juros menores que o Banco do Brasil.
O BNDES foi um dos consultados por Deichmann (Caixa Econômica Federal não respondeu). Enquanto que o BB apresentou juros anuais de 11%, o BNDES foi de 7,04%. Isso, ainda segundo o vereador, daria uma economia de mais de R$ 500 mil ao final do contrato, que é de 60 meses.
“Meio milhão de reais é dinheiro em caixa. E esses 60 meses vão se estender até o próximo mandato. A Prefeitura tem essa condição de adquirir o endividamento, mas meio milhão é bastante dinheiro”, prosseguiu ele.
Pé no freio
O vereador foi questionado sobre sua postura, de ter reduzido o tom dos discursos na Câmara, inflamados no início do ano passado quando assumiu a cadeira. Problemas pessoais (morte do pai, doença da mãe e da esposa) fizeram com que ele precisasse reduzir a atenção às questões ligadas a sua atuaç[F1] ão no poder público.
“Já fu questionado a respeito disso, porque sempre fui enérgico e firme nas posições. O que deixei as questões de lado. Com certeza tudo isso influencia”, pondera.
Cargos comissionados
Outro assunto abordado por ele foi quanto a projeto de lei de iniciativa popular, que está em fase de coleta de assinaturas para limitar a quantidade de cargos comissionados no Executivo. A iniciativa é do Observatório Social de Brusque. Para o vereador, a ação deve ser aprovada na Câmara quando chegar, mas que não será tarefa fácil.
Ele aproveitou para dizer que o bloco de oposição que iniciou unido na atual legislatura, em 2017, mas boa parte acabou sendo cooptada pelo governo com cargos comissionados.
“Falo porque tenho conhecimento. Eles são colocados justamente por conchavos políticos, troca. No início do mandato éramos em nove na oposição. Hoje, estamos praticamente cm cinco. Ah, porque pediram apoio. Não é”, disse ele.
No ano passado, Deichmann foi à tribuna reclamar do governo porque um filiado a seu partido, o então PEN (Partido Ecológico Nacional), Alencar José Wilvert, foi demitido. Ele ocupava cargo em comissão. Segundo Deichmann, o servidor somente foi desligado porque pertencia a uma legenda que tinha vereador de oposição.
Dos partidos que inciaram como oposição em 2017, PSD e PP mudaram de lao e hoje são da base de apoio.