Duplicação avança, mas barragem segue emperrada
Duas das principais obras que a população da região de Brusque aguarda com ansiedade para serem concluídas, a Barragem, de Botuverá e a duplicação da Rodovia Antonio Heil seguem rumos diferentes. Enquanto a segunda teve vencida mais uma etapa e caminha para a finalização de todo o trabalho de execução, a outra se vê cada vez mais empacada diante da burocracia e falta de recursos financeiros.
As informações foram repassadas pelo vice-prefeito de Brusque, Ari Vequi, em entrevista esta manhã ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. No caso da Antonio Heil, as notícias são mais alentadoras. É que um dos principais entraves para a finalização da obra foi vencido na última semana, a indenização de imóveis na região do acesso ao terminal da Petrobrás, no Bairro Itaipava, já em Itajaí.
“No valor do financiamento feito pelo governo do estado não consta a indenização da região da Petrobras. Judicialmente foi resolvida a questão das indenizações. São as três casas que estavam impedindo a situação, devido à não ter se chegado a um acordo. Havia problema de inventário. Demorou muito. O terreno irá para o estado futuramente”, explicou Vequi na entrevista.
De acordo com ele, o governo do estado já investiu mais de R$ 105 milhões na execução da obra. Outros R$ 28 milhões integram a parte da empresa Irmãos Fischer, que vai abater o montante na isenção de ICMS. Mais de 80% da obra estão concluídos, restando apenas a construção de rotatórias nas regiões do Limoeiro e do Brilhante.
No entanto, a finalização da obra esbarra em outro problema: a construção das alças de acesso à rodovia nos sentidos Norte e Sul. Assim como nas desapropriações, o governo do estado não tem o recurso para esta etapa. “Isso será uma grande dor de cabeça para o futuro governador. O secretário Paulo França (Infraestrutura) chamou os executores do projeto para ver como fazer e quais os menores valores nas indenizações no trecho, que somam mais de R$ 35 milhões, para ver de onde tirar o recurso”, prosseguiu Vequi.
Barragem de Botuverá
A relação da duplicação da Antonio Heil com a outra obra tem ligação direta. É que o governo do estado havia feito empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e destinado montante na casa de R$ 30 milhões para a construção da barragem. Como houve muita demora na liberação das licenças, o dinheiro foi realocado para outras obras na região, entre ela as da rodovia. Com isso, agora a corrida é para viabilizar o dinheiro, já que a parte das licenças foi superada.
Esse foi o motivo de uma viagem o vice-prefeito a Brasília a última semana, acompanhado do prefeito de Botuverá, Nene Colombi, e do governador Eduardo Pinho Moreira. A conversa no Ministério da Integração Nacional e com o ministro chefe da Csa Civil, Eliseu Padilha, foi para que o governo federal alterasse o destino de recursos para a região com intuito de dar início à obra.
“Foi pedido ao Eliseu Padilha para se pudesse licitar e mudasse o decreto, colocando a obra de Botuverá nas condições de Itajaí. Na pior das hipóteses, o ministro se comprometeu em colocar ela no orçamento do ano que vem. O estado não tem como bancar sozinho a obra de R$ 108 milhões”, destacou Vequi.