(ÁUDIO): “Nós gostaríamos de ser ouvidos”, lamenta pastor
Copab
Faltou diálogo com os segmentos religiosos. Essa é a opinião do Conselho de Pastores de Brusque (Copab) sobre o Decreto da Prefeitura que proíbe por sete dias a realização de cultos e eventos religiosos. Na avaliação do órgão, se fossem ouvidas pelo poder público, as igrejas poderiam contribuir com uma saída melhor do que simplesmente fechar as portas para as celebrações.
Palavras do presidente do Copab, o pastor Cleverson Picoloto. Na visão dele, o sentimento é de tristeza e indignação. Isso porque os líderes da área eclesiástica poderiam somar junto ao município nas decisões.
“Fui microempresário muitos anos na cidade e conheço bem esse lado do ser humano, da família. Não é só o apoio físico, que é importantíssimo nesse momento, mas o apoio espiritual e psicológico”, relata o pastor.
Ontem, terça-feira (21), o Copab emitiu uma nota pública sobre o Decreto. De acordo com Picoloto, o objetivo do documento foi de alertar o poder público de que as igrejas têm sua importância na sociedade e estão abertas em prol da comunidade.
“Na verdade, nós gostaríamos de ser ouvidos”, lamenta.
O religioso afirma que as igrejas vêm cumprindo todas as medidas exigidas pelas autoridades sanitárias para evitar o contágio do Coronavírus.
“As igrejas trabalham há muito tempo com as pessoas e essa experiência de muitos anos com o povo, com pessoas necessitadas, doenças, isso acrescentaria também se fossemos ouvidos pelo governo e pelas autoridades”, finaliza.