A sessão em que os suplentes quase dominaram os espaços
A sessão da Câmara Municipal de Brusque desta terça-feira (2) teve um ingrediente curioso. Não, não se trata de nenhum projeto de lei de grande repercussão ou a presença do público em número acima da média. O que chamou atenção foi o grande número de suplentes: sete deles, quase que a metade da composição.
Isso foi possível graças às ausências de vereadores que saíram de licença ou para disputar as eleições ou para tratar de assuntos não relacionadas diretamente ao pleito. Jean Pirola (PP), Paulinho Sestrem (PRP), Claiton Bittellbrunn (PRP) e Sebastião Lima (PSDB) se afastaram para fazer campanha, já que concorrem a cargos nas esferas federal e estadual.
Com isso, assumiram em seus lugares, respectivamente, Ciro Francisco Imhof (PP), André Batistti (PRP), Ronaldo da Silva (PRP) e Roberto Carlos Marques (PSDB). Além disso, outros três nomes que ocupam as funções como suplentes também participaram da sessão: André Rezini (PPS), que está no lugar de Deivis da Silva (MDB), Alessandro Simas (PSD), no lugar do titular Rogério dos Santos (PSD) e Keila Kühn (PT), que fica por um mês na vaga de Claudemir Duarte (PT).
“Tenho certeza de que é a sessão com maior número de suplentes da história desta casa. O que nos mostra que os partidos estão fazendo rodízio e dando oportunidade”, disse Ivan Martins.
Mas o recorde de suplentes na sessão terminou, também, nesta terça-feira. É que o vereador Rogério da Silva encerrou sua estadia no Legislativo com discurso de que os 30 dias foram insuficientes para poder mostrar mais serviço. Principalmente à comunidade onde reside, no Bairro Rio Branco.
“Podia ter feito mais. Tentei fazer o meu melhor, mas, em todos os casos, foi uma honra ter trabalhado com vocês todos”, disse o vereador.
Quem também se despediu foi o colega de partido dele, André Batistti. Com o mesmo entusiasmo, falou sobre problemas no setor de saúde, elogiando o hospital de Azambuja pela inauguração do novo espaço destinado a traumas e ortopedia e cobrando mais gestão nesta área no que tange ao serviço público.
Keila assumiu a vaga com discurso voltado a agradecimentos. Elogiou colegas do partido que a iniciaram na política. Lembrou o papel da mãe, Iria, que deixara o trabalho na época e que se casou com seu pai, Kussi, ex-jogador de futebol. "Que bom que hoje as mulheres têm mais liberdade para fazer suas escolhas", frisou na tribuna.
Destacou a atuação de seu partido quando comandou Brusque, na gestão de Paulo Eccel, e o país, na era Lula/Dilma, afirmando que a legenda cometeu erros, mas que houve muitos avanços para o Brasil nesse período.