′40% das pessoas deixavam de se consultar via SUS′
O vereador José Isaias Vechi (PT) abordou na sessão desta terça-feira (18) da Câmara Municipal de Brusque sobre os cortes que a secretaria municipal da Saúde fez em convênios com as entidades sindicais de trabalhadores. Segundo ele, reclamações de pacientes que eram atendidos por sindicatos que possuem médicos em suas equipes chegaram aos montes durante os últimos dias.
Segundo Vechi, os associados das entidades sindicais recebiam atendimento de médicos nos sindicatos, a partir de um convênio firmado com a Prefeitura em 2009, na gestão do ex-prefeito Paulo Eccel. Com esse convênio, ao invés de irem nas unidades de saúde, eles eram atendidos nos sindicatos e os procedimentos, caso precisasse, eram encaminhados ao Sistema Único de Saúde (SUS), como remédios e exames laboratoriais. Situação que fez com que se desafogasse as unidades.
Acontece que, segundo ele, há cerca de 15 dias, as entidades foram surpreendidas com a notícia de que a secretaria havia determinado a suspensão de todos os procedimentos e convênios. Os pacientes que precisassem de médico e buscavam nos sindicatos, agora terão que passar pelo profissional das unidades, bem como o cancelamento do fornecimento de remédios via SUS e que foram prescritos pelos médicos dos sindicatos.
“Falando a grosso modo, isso representa 40% dos medicamentos que são fornecidos pela secretaria de Saúde. Podemos dizer que cerca de 40% das pessoas deixavam de se consultar via SUS e se consultavam no médico da entidade sindical. Somente depois iam nas unidades ou na Farmácia Básica buscar esse medicamento”, ponderou na tribuna.
Segundo ele, a informação dada pela secretaria da Saúde é de que o Ministério Publico teria solicitado a suspensão do convênio. “Não acredito que Ministério Público, sendo uma organização em defesa dos interesses de toda a sociedade brasileira possa ter tomado uma medida dessas. Se for verdade, também irei voltar a essa tribuna e fazer sérias críticas ao Ministério Público”, disse ele.
O vereador Alessandro Simas (PSD) também criticou a medida. Ele disse que o convênio entre as entidades foi firmado na época do ex-prefeito e sempre funcionou perfeitamente.