′A Prefeitura vai precisar da Câmara e a Câmara não será empecilho′
O vereador Jean Pirola (PP), eleito presidente da Câmara Municipal de Brusque, esteve nesta manhã na Rádio Cidade para falar sobre o processo que o reconduziu ao comando da Casa. Isso porque Pirola já presidiu o Legislativo por um ano e dois meses, quando da cassação do ex-prefeito Paulo Eccel, ocasião em que Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) assumiu a Prefeitura.
Pirola confirmou que houve um acordo para que o Democratas (DEM) assuma o comando da casa em 2018. Isso foi possível porque Celso Carlos Emydio da Silva desistiu da candidatura nos momentos finais, abrindo caminho para que ele fosse confirmado. A chapa, única, teve 12 votos favoráveis e três abstenções.
Sobre o relacionamento com o Executivo, o presidente da Câmara não confirmou apoio, mas também não negou que a postura da maioria será de oposição no Legislativo.
“Temos um bom relacionamento com o doutor Jonas. Posso dizer um ótimo relacionamento com o Ari Vequi. O que temos que pensar é um trabalho em conjunto, pensando na cidade. A Prefeitura vai precisar da Câmara e a Câmara não será empecilho para que a cidade possa crescer”, frisou ele.
Para Pirola, Brusque rompeu, com o novo governo na Prefeitura e novos vereadores, um ciclo de turbulência que teve início na primeira metade de 2015. De lá para cá, até o mês de outubro, a cidade viveu momentos de retrocesso por conta da situação política originada com a troca frequente de prefeitos.
“O único momento em que a cidade não parou totalmente foi na troca do Prudêncio para o Bóca. Na saída de Paulo Eccel e a entrada de Prudêncio a cidade deu uma estagnada, porque todos os servidores de Paulo Eccel foram demitidos e entraram outros. Até que pegaram no tranco levou meses e quem pagou isso foi o município”.
Em relação ao mandato de um ano como presidente do Legislativo, Pirola destacou algumas ações que devem ser direcionadas. A criação de ferramentas de divulgação do trabalho do Legislativo, como a TV Câmara. Uma parceria com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina vai possibilitar as transmissões.
A ampliação do espaço físico, com a construção de novos gabinetes também poderá começara ser discutida este ano, segundo Pirola. Em 2015, foi feito um levantamento e isso custaria em torno de R$ 800 mil. “O orçamento da Câmara comporta isso. Atualmente, quando um vereador precisa entrar o outro tem que sair”, frisou ele. O assunto, no entanto, destacou ele, será amplamente discutido.
Pirola descartou, ainda, a criação de cargos de assessores.