′O Observatório só se manifesta se tiver informações concretas′
Vez ou outra surgem questionamentos sobre a atuação do Observatório Social de Brusque em relação a questões polêmicas envolvendo a admnistração pública. Casos com o envolvendo a nomeação do ex-chefe de gabinete do governo Jonas Paegle, Ciro Marcial Roza, retomada das obras da Beira Rio, entre outros.
Em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, o diretor do Observatório, Evandro Gevaerd, disse que o órgão tem por função fiscalizar a atuação do poder público, principalmente na aplicação dos recursos financeiros. Sobre qualquer assunto, o Observatório procura expor alguma posição diante de elementos concretos.
“O observatório não se manifesta se não tiver total informações concretas e de segurança. Por isso muitas vezes não se manifesta”, frisou ele.
Em 2017, o Observatório Social de Brusque completa seis anos de existência. De acordo com a direção do órgão, o custo mensal de manutenção gira na casa de R$ 8 mil. Dinheiro que é custeado por entidades empresariais e, agora, com apoio de alguns sindicatos de trabalhadores. Além da direção executiva, formada por Gevaerd e por Claudemir Marcolla, consultor, há estagiários que completam a equipe do órgão. O diretor executivo trabalha de forma voluntária.
“Procuramos avaliar a forma de gestão dos gestores públicos, para ver se estão agindo dentro da moralidade e legalidade pública”, pontua Gevaerd.
Outro assunto abordado por eles foi sobre informações disponibilizadas ao cidadão nos portais das prefeituras na internet, que ainda caminham a passos lentos. Embora haja lei específica sobre isso, alguns órgão criam mecanismos que emperram tal acesso.
É o caso da Prefeitura de Brusque, conforme destacou o diretor executivo do Observatório Social de Brusque, Evandro Gevaerd. Segundo ele, para poder ter acesso a informações específicas sobre processos licitatórios, é necessário que o cidadão faça um cadastro com dados pessoais. “Eles afirmam que é para poder informar depois à pessoa como anda o processo”, destaca Gevaerd.
Neste quesito, segundo o Observatório, Guabiruba é a que mais facilita o acesso entre as prefeituras da região. No portal da Prefeitura não há necessidade de se efetuar registro de dados de quem acessa para chegar ao que se busca.