Colombo queria privatizar Casan para Odebrecht
As delações Odebrecht continuam repercutindo no país e em Santa Catarina também. Após a confirmação do nome do governador do Estado, Raimundo Colombo, algumas situações acabaram fomentando suposições nesta troca de favores como uma possível negociação da Casan com a Odebrecht.
Da parte de Colombo a oportunidade para privatizar a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, e a Odebrecht realizar o desejo de ampliar a atuação como concessionária de saneamento em Santa Catarina. Esta suposição se fortaleceu após as delações dos ex-diretores da companhia Paulo Roberto Welzel e Fernando Reis, que revelaram esse interesse mútuo, para além dos planos comerciais, estaria no centro de um acerto que financiou e pavimentou a chegada do lageano à Casa D’Agronômica.
Conforme a delação, no primeiro contato de Raimundo Colombo com Fernando Reis, em meados de 2010, na sala vip do HSBC no Aeroporto de Congonhas, o pessedista teria apresentado o plano de governo que previa uma "forte participação da iniciativa privada" que visava, dentre outros ativos, a venda de parte da Casan. Foi no final dessa conversa que o atual governador teria pedido R$ 2 milhões. Mais tarde, em um novo encontro, a contribuição foi confirmada.