Vereador critica negativa da Prefeitura para mamografias no Azambuja
A polêmica em torno do mamógrafo que pertenceria à Rede Feminina de Combate ao Câncer foi levantada por ele na tribuna. O vereador disse que não está demonizando o caso, em resposta à colocação feita sobre o tema pelo colega Nino Gamba (PSB) no início da sessão.
Deichmann criticou a decisão da Prefeitura de instalar o mógrafo no Dom Joaquim, conforme foi anunciado. Segundo ele, haverá a necessidade de adequações técnicas que terão alto custo, algo que a unidade de Azambuja já dispõe.
“Equipamento de blindagem de sala tem um custo enorme, sendo que o Azambuja tem isso”, disse na tribuna, afirmando que tem conhecimento de causa por atuar há mais de 20 anos no setor.
O equipamento estava instalado no antigo Hospital Evangélico, mas com o fechamento da unidade, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, que utiliza para realização de exames via SUS, recebeu proposta do hospital de Azambuja para que o mesmo seja instalado lá.
O vereador falou sobre tratativas que foram feitas nos últimos dias para tratar do assunto, desde que a Rede feminina de Combate ao Câncer anunciou que não estava conseguindo realizar os procedimentos por conta de o equipamento não dispor de outro local.
Citou reunião na Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) sobre o tema, em que se deliberou que a responsabilidade pelo equipamento é da ADR, conforme já noticiou a Rádio Cidade. O compromisso que foi firmado é que será necessária uma documentação para que o equipamento fique em definitivo com a rede.
O vereador citou entrevista no programa Fim de Tarde, da Rádio Cidade, em que o secretário da Saúde, Humberto Fornari, a gerente de Saúde da ADR, Crespa Webster, o administrador do Hospital Dom Joaquim, Mauro Junghlaus, debateram sobre o caso. Deve haver alguma questão pessoal de Crespa e Fornari, pois em nenhum momento mencionaram o papel do hospital de Azambuja no assunto.
Deichmann questionou a capacidade de o hospital Dom Joaquim de dar conta da demanda de mamografias, já que a Prefeitura anunciou que será feita quantidade liberada de exames com o deslocamento do equipamento de mamografia para aquela unidade.
“Atendemos duas vezes a demanda que temos hoje (na cidade), que é de 530 exames por mês”, frisou.
O mamógrafo foi doado à Rede Feminina de Combate ao Câncer em 2014, através de um convênio com o governo do estado, através da ADR.
A Prefeitura, recentemente, decidiu que o item será relocado para o Hospital de Dom Joaquim para atender a demanda de exames, custeados através de cota do Sistema único de Saúde (SUS).