Alteração no Plano Diretor do Maluche está em debate
Comércio x qualidade de vida
A discussão sobre mudanças no Plano Diretor do Bairro Jardim Maluche está novamente em debate. O debate atual está na liberação do espaço para instalação comercial em trechos das ruas Jacó Bauer e Vitor Gevaerd. Há casos de estabelecimentos que foram abertos nestes locais, mas que contrariam o que é permitido por lei.
Segundo o vereador Marcos Deichmann, que responde pelo trâmite do projeto e é o relator na Câmara Municipal, é necessário que a discussão seja o mais ampla possível. Uma audiência pública sobre o assunto foi realizada no dia 24 de outubro, na própria Câmara de Vereadores, e uma reunião com a comunidade no dia 11 de novembro a respeito do assunto.
“Eles querem mudar a Jacó Bauer e um trecho da Vitor Gevaerd para que se tornem Zona 3. Existe uma tabela identificada com Zonas 1, 2 e 3 e 4. Cada Zona dessa tem uma especificação do tipo de comércio que pode ser aberto. Ali é Zona 1, ainda, e querem mudar para Zona 3. Por isso houve esse embate, que queremos resolver junto com a sociedade,”, destaca ele.
De acordo com o vereador, há pessoas que são contra qualquer tipo de mudança no Plano Diretor do bairro, o único a dispor deste tipo de regramento entre todos os de Brusque. Porém, da mesma forma, há pessoas que pedem a alteração.
“Têm algumas coisas que quero apresentar, conforme tudo o que me foi apresentado pelas duas partes. Algumas alterações devem ser feitas, pois Brusque está crescendo. Estamos em uma situação econômica crescente no nossos pais e penso que seja importante essa abertura de comércio para gerar a economia. Mas hoje o que falta é fiscalização. Existem regras a serem seguidas, mas existe sempre o jeitinho brasileiro de fazer as coisas”, pontua ele.
Ainda não há prazo definido para que o projeto seja analisado e votado em plenário na Câmara. Por ora, as conversas para que se chegue a um acordo seguem sob a coordenação da Comissão de Constituição, Legislação e Redação do Legislativo.
“Temos que fazer as coisas pensando daqui para frente, para que não precisemos ficar alterando de novo e de novo. Se faz uma coisa, consolide algo que fique bem para a comunidade e os comerciantes, que fique em harmonia e não gere mais embate”, finaliza Deichmann.
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