“Faltou diálogo, faltou franqueza”, afirma Zancanaro sobre sua saída da prefeitura
O vereador José Zancanaro concedeu entrevista ao programa Rádio Revista Cidade na manhã desta quarta-feira (21) para falar sobre sua saída da secretaria de Educação e também a atuação na Câmara de Vereadores, já que fez recentes críticas ao governo municipal. Segundo ele, sua saída do executivo foi mal conduzida.
Zancanaro afirma isso pois foi avisado de uma hora para outra que teria de deixar a secretaria, ao contrário do planejado, que era na virada de janeiro para fevereiro. O vereador afirmou que só aceitou assumir a educação após uma reunião de quatro horas com o prefeito Jonas Paegle, onde ele disse ter sido implorado para começar o trabalho na rede municipal.
Já no final do ano, ele avisou aos diretores da secretaria que no começo de fevereiro iria se retirar da pasta para se recuperar de uma intervenção médica que precisou fazer, além de acreditar que seu trabalho foi feito. Porém, ele se disse surpreendido ao retornar para a prefeitura no dia 17 de janeiro e ser avisado da exoneração antes do combinado: “Faltou diálogo, faltou franqueza”, afirmou.
Junto da saída do secretário, funcionários comissionados também foram exonerados nesse processo. Apesar de entender ser natural essa situação, Zancanaro disse que muitos desses que perderam o emprego foram pessoas que fizeram bons trabalhos pela educação e também auxiliaram na campanha que elegeu o atual prefeito.
Sobre a questão política, Zancanaro também foi enfático ao falar sobre a atual gestão municipal: “Se não fosse Ciro Roza, Jonas e Ari Vequi não ganhariam a eleição”. Ele citou também que o termo “cão raivoso” citado ao falar do assunto diz respeito à forma com que pessoas ligadas a Ciro Roza tem sido tratadas dentro da estrutura de governo.
O vereador também não poupou o secretário de Governo e Gestão Estratégica, William Molina. Segundo Zancanaro, o que causou a ira do secretário foi seu questionamento com relação ao comprometimento da folha de pagamento da prefeitura, que hoje está na casa dos 54%. O vereador também afirmou que Molina não tem cacife para negociar projetos junto ao legislativo, pois nunca foi do meio político.
Acompanhe no vídeo abaixo a entrevista na íntegra: