Projeto que proíbia álcool e som nas praças e ruas é rejeitado
Depois de quatro sessões de discussão, o projeto de lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em logradouros e praças públicos de Brusque acabou rejeitado na sessão desta terça-feira (3) da Câmara Municipal de Brusque. A reviravolta ocorreu após o vereador Gerson Luiz Morelli,o Keka, do PSB, mudar o voto: na semana passada ele havia sido a favor, ocasião em que a proposta foi aprovada por 8 x 7.
O projeto de lei voltou ao plenário para segunda análise e votação, conforme determina o Regimento Interno da casa. Keka disse a tribuna que avaliou melhor o projeto e concordou com os argumentos de ilegalidade da medida defendidos pela oposição. Esta, por sua vez, que usou exemplo de manifesto que ocorria naquele exato momento na Praça Sesquicentenário, em frente à Câmara, para justificar o posicionamento.
“Se aprovarmos essa lei, vamos estar proibindo isso que está acontecendo lá fora agora, a manifestação das pessoas”, alegou Paulinho Sestrem (PRP).
Jean Pirola (PP) contrapôs, afirmando que o vereador do PRP estava sendo incoerente. “Onde está sendo dito que a comunidade vai ser proibida de se manifestar? É muita demagogia”, disse ele.
O líder do governo e autor do projeto, Deivis da Silva (MDB), voltou a frisar que a proposta chegou ao Legislativo corroborada por entidades como CDL, Acibr e Sindilojas. Argumento que não foi o suficiente para evitar o voto contrário de Keka.
Pelo projeto, ficava proibido o consumo de bebidas alcóolicas e o uso de som automotivo e eletrônico em todas as ruas e praças públicas de Brusque. Inicialmente, a proposta atingia apenas as praças Barão de Schneéburg e Cidadania, no Centro. Três emendas foram inseridas e alteram a proposta original. A última delas foi do próprio autor, Deivis da Silva, estendendo a proibição a todas as praças e ruas da cidade.