Câmara aprova bolsa-técnico para modalidades esportivas
A Câmara de Vereadores de Brusque aprovou na sessão desta terça-feira (22) o proejto de lei que altera artigos da lei 3.310, de 2010,que criou o programa Bolsa-Atleta. A proposta prevê auxílio do município aos treinadores, o que não estava contemplado na proposta anterior.
Marcos Deichmann (Patriotas) elogiou o projeto, de origem do Executivo, afirmando que medidas como o Bolsa Atleta auxiliam muitos jovens, principalmente, a ficarem fora de caminhos errados.
Paulinho Sestrem (PRP) disse que como ex-atleta não pode deixar de ver a importância do projeto. Também mencionou o fato da forte atuação do esporte como meio para livrar crianças e jovens do mundo do crime e das drogas.
Gerson Luiz Morelli (PSB), o Keka, disse que muitas conquistas vêm sendo obtidas e uma delas é que o programa aprovado contemple apenas atletas que atuem em Brusque. Destacou a importância do apoio aos treinadores, que, muitas vezes, colocam dinheiro do próprio bolso para manter as atividades. Sugeriu que no próximo ano o programa pague o auxílio durante doze meses e não apenas nove, como neste.
Sebastião Lima (PSDB) disse que se mais dinheiro público tivesse sido investido nesse tipo de projeto antes, hoje haveria economia em outros segmentos, como a própria saúde. O esporte, na avaliação dele, é uma forma de afastar as crianças dos computadores e da ociosidade, algo que poderá se tornar um problema sério futuramente em termos de saúde.
Claudemir Duarte (PT), o Tuta, elogiou o projeto e disse que muito ainda precisa ser conquistado para dar o suporte ideal aos envolvidos com o esporte.
Jean Pirola (PP) disse que já praticou esporte amador em outro município quando criança e adolescente, mas nunca recebeu nenhum tipo de apoio para poder dar continuidade à prática. Destacou o ponto no projeto que trata do apoio aos técnicos das modalidades, o que vai auxiliar pessoas que vão atuar de forma coletiva.
José Zancanaro (PSB) disse que foi contra a proposta quando a mesma aportou na casa, mas de origem legislativa. A razão é porque iria causar gastos, o que é inconstitucional, pois a Câmara não pode aprovar leis que acarretem em custos financeiros. Lembrou que o município vai gerenciar por meio de decreto as pessoas beneficiadas pelo apoio.
Ivan Martins (PSD) frisou que é preciso lutar e trabalhar para que o benefício seja melhorado e ampliado. Lembrou que a ideia original é de autoria do atual secretário de Assistência Social e Habitação Deivis da Silva (MDB) enquanto vereador, mas que seria inconstitucional se tivesse sido aprovada anteriormente. A proposta foi enviada como ante-projeto ao Executivo, que devolveu à Casa, o que viabilizou sua aprovação.
André Rezini (PPS) também destacou a importância do projeto para o esporte de base e que o montante deveria ser maior, mas é um avanço na busca de dar apoio aos treinadores para manter suas atividades.
Celso Carlos Emydio da Silva (DEM) também parabenizou o Executivo por enviar o projeto a partir de sugestão da Câmara. Na visão dele, não será gasto, mas investimento.
O projeto foi aprovado por unanimidade dos vereadores presentes.