Câmara aceita pedido para apurar declaração de Deichmann
Bastidores
Na sessão virtual desta terça-feira (28), a mesa diretora da Câmara municipal aceitou pedido de abertura de processo contra o vereador Marcos Deichmann (Patriotas). O motivo foram declarações feitas por ele em um grupo de WhatsApp no qual foi realizada a sessão ordinária da semana passada. No comentário, ele chamou a Câmara de “milícia do Executivo”.
A declaração foi estopim para que o corregedor da casa, Cleiton Bitellbrunn (DEM), encaminhasse o pedido à mesa diretora. No final da sessão desta terça, o presidente da Câmara, Ivan Martins (DEM), solicitou que os partidos indicassem membros para compor a comissão que vai apurar o caso.
“O vereador Cleiton Bitellbrunn não tem nem moral para falar de ética dentro da Câmara de Vereadores. Quando mais fazer representação contra vereador”, disse Deichmann à reportagem Cidade hoje após a sessão.
O caso
Na sessão da semana passada, Deichmann protocolou um pedido de informações sobre os valores da merenda escolar que chegam à Prefeitura e como está a situação neste período em que as crianças não estão com aulas presenciais.
No entanto, o não foi à votação naquela sessão. Por conta disso, ele se irritou e em um grupo WhatsApp dos vereadores disse que a “Câmara é uma milícia da Prefeitura”. Esse foi o motivo da representação feita por Bitelbrunn à mesa diretora.
Ao final da sessão desta terça-feira, o presidente da Câmara pediu a indicação dos nomes de vereadores que vão integrar a comissão. Se prontificaram a fazer parte dos vereadores Paulinho Sestrem (Republicanos), Sebastião Lima (PL), Claudemir Duarte (PT) e Gerson Morelli (Podemos).
O vereador Jean Pirola (Progressistas) lembrou que antes de haver a indicação é necessário verificar como ficaram as composições partidárias, considerando as trocas de partidos por conta da janela de março último.
O vereador Cleiton também foi procurado pela reportagem, mas não retornou o contato até a publicação deste material.