Redução de salários: vereadores se manifestam sobre reportagem
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Os vereadores Paulinho Sestrem (Republicanos), Sebastião Lima (PSDB) e Joaquim Costa, o Manico (MDB) entraram em contato com a reportagem para expor suas opiniões sobre o tema redução salarial da classe política em tempo de pandemia. O tema foi assunto de reportagem no final de semana no site da Rádio Cidade. Na ocasião, os três acabaram não conseguindo retornar em tempo ao questionamento feito.
Sestrem disse à reportagem que é favorável à ideia, mas segue na linha dos que disseram os demais, que é preciso partir de todos os setores da política. Ele entende que muitas das iniciativas que estão sendo tomadas neste momento não demonstram o que de fato é o político que propõe. Ou seja, uma medida com certo tom de demagogia.
“Tem algumas coisas que devem ser ponderadas. Quem é esse político? Porque está fazendo esse gesto agora? Qual a real intenção dele? As vezes é um político que ficou anos sem fazer nada e agora vem, doa seu salário e será o salvador da pátria”, frisa, destacando que há uma criminalização da política que afeta os que fazem o trabalho correto.
Sestrem afirma que podia estar recebendo dois salários desde o início do mandato, pois é servidor de carreira na Prefeitura de Brusque, mas abriu mão de um deles por não considerar moral. Além disso, frisa que sua atuação é em tempo integral como vereador.
Manico também disse que o problema não está nos salários dos vereadores. A situação da pandemia requer medidas maiores do que esta.
“Acredito eu que sendo reduzido apenas o salário dos vereadores não iria resolver o problema que temos na saúde com relação ao Covid-19”, destacou.
Já o vereador doutor Lima também afirma que a redução teria que partir de todas as categorias na política.
Ele teme que a redução salarial espantasse as pessoas mais simples de participar da política, favorecendo aqueles que tem dinheiro. Uma medida que viesse de cima para baixo, ou seja, parisse de Brasilia seria o ideal.
“Dinheiro grosso é São Paulo, que custa R$ 130 mil cada vereador. Rio de Janeiro, R$ 89 mil cada vereador com tudo o que eles têm. Se você fizer uma conta, eles (São Paulo) gastam em um mês o custo da nossa Câmara inteira por ano”, disse ele.
Na semana passada, a reportagem Cidade entrou em contato com todos os vereadores, com exceção de Celso Emydio da Silva, além do prefeito e vice de Brusque. O objetivo era saber a opinião de todos acerca de cobranças que vêm sendo feitas em redes sociais para que agentes públicos reduzam seus salários neste período de pandemia para ajudar o setor de saúde.
Dos 15 vereadores de Brusque, a reportagem não conseguiu contato com Celso Emydio da Silva. Dos demais, apenas José Zancanaro não respondeu ao pedido.
O prefeito Jonas Paegle e o vice-prefeito, Ari Vequi, afirmaram que o município de Brusque já tomou todas as medidas financeiras que impactam para atacar a situação do Coronavírus.