Keka solta o verbo e cobra eleição para diretores de escola
O vereador Gerson Luiz Morelli, o Keka, do PSB, causou rebuliço na sessão desta terça-feira (5) da Câmara Municipal de Brusque ao cobrar a volta da eleição direta para escolha de diretores das escolas municipais. Keka disse que a rede está composta por muitos dos diretores que não possuem competência para as funções. Palavras que geraram um efeito em cadeia dos demais.
Keka citou que o Decreto que criou a forma de escolha dos diretores pelo voto e não por indicação política não foi levado adiante desde a saída do ex-prefeito Paulo Eccel, no ano de 2015. “Quero defender a ideia e sugerir ao prefeito que devolva às comunidades escolares o direito de eleger o diretor do educandário”, disse ele.
O vereador afirmou que mesmo que seja inconstitucional, o Decreto que criou a eleição está em vigor. "Mesmo que a administração entenda que é cargo de livre nomeação e que está servindo para nomear apadrinhados politicos, alguns sem nehuma condição para exercer o cargo", soltou na tribuna.
Jean Pirola (PP) se irritou com as colocações feitas pelo vereador do PSB e soltou o verbo na tribuna. Aproveitou para cutucar o pessebista, ao dizer que incompetente há em qualquer função. Inclusive na política. "Tem politico que é eleito e não tem competência nenhuma para estar no cargo, mas é eleito pelo povo".
José Zancanaro (PSB), que ocupou a cadeira de secretário da Educação, disse que havia um estudo em andamento para rever o Decreto e reformular o teor do mesmo. Porém, com sua saída do comando da pasta a medida foi deixada de lado.
Claudemir Duarte (PT)
O vereador falou sobre a situação da Petrobras e disse que a empresa passa por um processo de entrega a estrangeiros. Apresentou vídeo que trata do assunto, com críticas à política adotada pelo atual governo de Michel Temer. “Quando se dizia que a coisa ia ficar ruim, infelizmente piorou e essa situação está aí”, disse na tribuna.
Ana Helena Boos (PP)
A vereadora disse que fez pesquisa nos arquivos da casa para verificar sobre problemas de vias públicas e acessibilidade urbana. Apontou pedidos de informações que fez ao Executivo sobre o problema das calçadas e terrenos baldios. Chamou a atenção para o fato de que os proprietário de imóveis que estejam em mal cuidados possam ser penalizados, inclusive com o municipio cobrando através de valores tributários. Não poupou críticas o Executivo pela falta de fiscalização. “A conclusão que cheguei é de que falta vontade política do gestor em deflagrar uma campanha educativa, de forma a aplicar a legislação", frisou, sugredindo ações de conscientização nos bairros e de forma mais frequente para ter resultados.
Sebastião Lima (PSDB)
Falou sobre a reforma administrativa prometida pelo governo para este ano. Disse que teme que o governo adote medidas paliativas para fugir das sanções impostas pela lei de responsabilidade. Frisou que precisa haver modernização no serviço público. Frisou que o sindicato da categoria deve ter papel direto na reforma e a empresa contratada mero papel de gerenciar as ações. Cobrou que o governo leve a público de forma clara os custos da máquina pública e em que pontos há a necessidade de mudança na forma de gerir.
Marcos Deichmann (Patriotas)
Falou sobre mobilidade urbana. Tema que já dera o tom de sua fala na tribuna na última sessão. Disse que uma proposta de mobilidade é de todos e inadiável. Cobrou que o Executivo agilize os estudos necessários para que o Plano de Mobilidade Urbana exigido pelo governo federal seja levado adiante.
Leonardo Schmitz (DEM)
Falou sobre trabalho em relação à coleta seletiva de lixo. Os resíduos produzidos devem ser colocados em espaços certos e receber a destinação correta para não virar um problema maior para a cidade. Citou exemplos de ruas como a popular Rua do Fogo, no Bairro Limeira Baixa, que, volta e meia, é alvo de despejo de lixo no meio ambiente.