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Morador de rua agressivo é minoria, diz voluntária de ONG

Problema social

Redação 24/08/2023 as 09:38
Morador de rua agressivo é minoria, diz voluntária de ONG
Foto: Foto: Dirlei Silva/Rádio Cidade
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O debate em torno das pessoas em situação de rua, ou popularmente chamados de moradores de rua, teve sequência nesta quinta-feira (24) na Rádio Cidade FM de Brusque. O advogado Ricardo Vianna Hoffmann, da Comissão de Direitos Humanos da OAB local, e a voluntária Marcela Luiza Casagrande, da ONG Quero Impacto, que auxilia pessoas nestas condições, falaram a respeito do tema.

Hoffmann afirmou que não há estatística oficial a respeito da quantidade de pessoas que se encontram nesta condição. No entanto, em nível de país, ele acredita que haja em torno de 200 mil pelas ruas. São pessoas que não têm onde morar, usuários de drogas ou com problemas de saúde, principalmente mental. Na cidade de Brusque, conforme estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura, há cerca de 100 pessoas nesta situação.

Tanto Hoffmann quanto Marcela entendem que é necessário haver programas e ações da parte do poder público para tratar da questão.

O advogado lembra que, em 2009, entrou em vigor uma lei federal (7.053/2009) que determina a instituição de programas e políticas públicas voltadas às pessoas em situação de rua. No entanto, poucos estados aderiram e menos de 20 cidades em todo o Brasil possuem algum plano para atacar o problema. Santa Catarina é um dos que não possui o programa.

“Parece que, no Brasil, em torno de 15 municípios aderiram. É muito pouco. Em Santa Catarina, apenas Florianópolis. São dados de 2020”, pontuou ele.

Marcela atua como voluntária da ONG há três anos. Ela e um grupo de pessoas preparam e distribuem marmitas e alimentos a pessoas que estão nas ruas. Ela é categórica ao afirmar que  maioria aceita prontamente ajuda e são bem poucos que vivem nesta situação porque querem.

“Existem as que, realmente, são um pouco mais agressivas. Outras não têm nenhum problema mental, química e estão lá por algum problema familiar ou outra situação. Existe a pouca parcela que é a mais agressiva, mas que quando se fala nesta população é a primeira que vem em mente. Num panorama amplo, é a minoria”, destaca ela.


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