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“O Sintricomb não interdita obra”, afirma presidente

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Rádio Cidade 15/03/2021 as 10:07
“O Sintricomb não interdita obra”, afirma presidente
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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque (Sintricomb) realizou na sexta-feira (12), a sua assembleia para iniciar a tratativas das negociações salariais para 2021/2022. O presidente do Sindicato, Izaias Otaviano participou do Rádio Revista Cidade na manhã desta segunda-feira (15) e conforme ele a negociação deve ocorrer dentro do esperado.

“Acredito que não teremos grandes problemas com a negociação. Mesmo com toda essa situação a gente tem conseguido algum reajuste e esse ano não deve ser diferente, claro tudo coerente com o momento”, afirmou.

Questionado sobre os prejuízos do setor nesse momento de pandemia o presidente diz que o que mudou foram os preços dos insumos. “Podemos notar que não houve um desaceleramento das construções, o que a gente vem notando é que o preço dos insumos para a construção civil está muito alto. Todos os insumos necessários para uma obra subiram, alguns 50% outros até 100% e isso assusta”.

Obras embargadas

Outro assunto abordado com Izaias foi em relação as obras interditadas, em especial, na última semana, em Guabiruba. O presidente é claro e diz que o sindicato apenas orienta. “O Sintricomb não interdita obra, a gente faz as vistorias, com o técnico de segurança que temos na nossa equipe e orienta as equipes que a gente faça as melhorias para aquela obra continuar e essa obra que foi embargada, nós fomos lá diversas vezes, pedimos que fossem feitas as adequações que tem que ter em um canteiro de obras. As condições básicas para quem está trabalhando”, frisou.

Após as orientações Otaviano explica que cabe a outros órgãos avaliar a situação. “A gente dá um prazo para que a empresa se organize, e quando ela não faz o que é solicitado o Simtricomb tem parceria com a vigilância sanitária de Brusque, Guabiruba e IBPLAN, para evitar que o trabalhador atue em situação degradante, por exemplo, nessa obra o trabalhador tinha um cano para fazer suas necessidades, não podemos aceitar isso. Quando a empresa não cumpre isso a vigilância já vai com o intuito de autuar, até porque a gente já tinha orientando para que fossem feitas as adequações”.

Finalizando ele afirma que o caso de Guabiruba não é tão comum. “São casos isolados, as empresas na sua maioria têm observado isso, elas precisam entender que quem fez a lei, não foi o Sindicato, a vigilância, mas que é uma lei nacional que tem que ser cumprida, as obras serão interditadas”, concluiu Izaias.

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