"A Fundação Cultural silenciou. De que lado está a fundação cultural?" , questiona artista
Entrevista
Em meio à polêmica retirada da obra “Povo de Dentro”, apagada da fachada da Fundação Cultural de Brusque, o artista Douglas Leoni, concedeu entrevista para a Rádio Cidade. Ele participou do Rádio Revista Cidade desta terça-feira (28).
“Qual o motivo de apagar uma obra que havia sido feita dentro de um edital de incentivo à cultura?”, questionou o artista, em referência ao ato, ocorrido na madrugada de sexta-feira (24), para sábado (25). “Por que só o meu foi apagado? Vão apagar também as outras obras?”.
Segundo ele, ainda é preciso esclarecer os fatos. “O que queremos é o básico, o trivial. A Fundação ceder as imagens para nós sabermos quem tapou aquela parede, que não é uma parede pequena, é uma parede grande, então você não vai pintar aquela parede em 10 minutos”, alega o artista. outro ponto que ele questiona é o horário escolhido para a pintura, descrito por ele, como “na calada da noite”.
O artista chega a relatar que chegou a achar que se tratava de uma montagem. Segundo ele, não houve um comunicado prévio por parte da fundação. “Eu fiquei sabendo em um grupo de whatsapp, no final da tarde, aleatoriamente. Não recebi nenhum aviso que a obra seria retirada”.
Para Leoni, faltou um posicionamento e apoio dos órgãos relacionados à arte no município. “A Fundação Cultural silenciou e esse silêncio da Fundação Cultural grita. De que lado está a Fundação Cultural? A casa do artista, que é a Fundação Cultural, não se manifestou, nem em defesa da arte.”