Murilo Fischer: “Tenho tudo ainda a ensinar”
Recém-chegado de sua quinta participação em Olimpíadas, o ciclista brusquense Murilo Fischer falou sobre toda a sua trajetória na modalidade, e o que ele espera do futuro, tanto no ciclismo de Brusque como no ciclismo brasileiro. Uma coisa já está decidida, 2016 é o último ano de sua trajetória como atleta profissional.
Olimpíadas no Rio
Para Murilo, participar dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro foi uma grande satisfação, por dois motivos. Uma por ser dentro de casa, o que gerou muita curiosidade dos adversários, por conta de percurso e estilo da prova. O outro motivo foi viver esse momento ao lado da família, que praticamente não convive nos dias de prova junto do atleta, e também dos amigos de Brusque, que foram até o Rio de Janeiro acompanhar a prova.
Murilo também destacou a realização em disputar cinco edições das Olimpíadas, buscando a qualificação em todas dentro da pista. Ou seja, só participa dos Jogos Olímpicos quem merece mesmo. E fazer parte dessa competição gera muito orgulho ao brusquense, que participou desde os Jogos em Sidney (2000) até o Rio de Janeiro (2016).
Melhor momento olímpico
Entre todas as provas olímpicas que participou, estar nos Jogos Olímpicos realizados no Brasil é o maior momento para Murilo. Porém, inesquecível também é a primeira participação. Em 2000, ele teve a oportunidade de participar da cerimônia de abertura em Sidney, quando tinha 21 anos.
Carreira chegando ao fim
As primeiras competições de Murilo foram em 1996 no Mountain Bike por iniciativa própria, com apoio dos pais. E em 20 anos de carreira, que foi para o ciclismo de estrada, Murilo não se arrepende de nada do que fez, desde os primeiros anos até as grandes provas no circuito europeu do ciclismo.
2016 é o último ano da carreira profissional de Murilo Fischer, e a dedicação a outros projetos, mas principalmente à família estão no planejamento dele, que considera parar de competir em um momento importante da história do esporte.
Brusque pode ter outro ciclista olímpico?
Murilo acredita que Brusque, por ser um polo do ciclismo catarinense, pode ter em breve outros ciclistas de sucesso, não só no Brasil, mas quem sabe no exterior. O principal nome apontado por ele para os próximos anos é o de André Gohr. O apoio e o incentivo para melhorar, junto da força de vontade podem fazer a diferença.
E nesse aspecto, Murilo acredita que André possa ser um futuro atleta olímpico no ciclismo, já que o jovem brusquense está treinando constantemente no Centro Mundial de Ciclismo, na Suíça, e já competiu em algumas provas na Europa.
Legado deixado pela carreira
Ao falar sobre o futuro, Murilo foi enfático sobre o que ele deixa de legado com o fim da carreira. Ele ainda quer deixar um legado maior, desta vez repassando o que aprendeu em mais de uma década no ciclismo europeu. Ensinar à distância é complicado, e para isso, existe a ideia de um projeto junto da Confederação Brasileira de Ciclismo.
A ideia é transmitir aos jovens o que é o verdadeiro ciclismo, como é praticado na Europa, onde a modalidade está bastante a frente. Aí quem sabe, o conhecimento repassado diretamente por quem viveu as principais provas do ciclismo mundial, se converta em um novo representante olímpico no ciclismo.
Acompanhe no topo da página a entrevista em áudio