"Não cederam espaço a nós, mas cederam para Itajaí"
Faltou apoio de clubes e academias da cidade para que a equipe de atletas da Associação de Pais e Voluntários dos Atletas Especiais de Brusque (Apvaeb) realizassem treinos para o Parajasc deste ano, realizado em Jaraguá do Sul. Ao mesmo tempo, a equipe de Itajaí teve as portas abertas nestes mesmos locais para se preparar. A afirmação é do presidente da Apvaeb, Marcos Maestri.
Segundo ele, a entidade procurou a direção da Sociedade Espoertiva Bandeirante (SEB) com estrutura completa para que os atletas pudessem realizar o preparo, além de uma academia, a Viva. Em ambos foi negado o apoio para uso do espaço.
“Quando fomos no Bandeirante pedir o uso do espaço não nos foi cedido. Mas foi cedido para Itajaí. Fomos na Academia Viva, porque era a única que tinha piscina adequada depois do fechamento da Extremme, não foi cedido. Mas cederam para Itajaí”, reclamou o dirigente da Apvaeb.
Apesar da falta de apoio, inclusive do poder público, o grupo de atletas conseguiu se sair bem na disputa da edição deste ano dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), realizados em Jaraguá do Sul. A delegação de Brusque, representada pela Apvaeb, Arpas, Asbru e ADVB, era composta por 70 pessoas, sendo destas 62 atletas.
Na classificação geral, o grupo ficou em quarto lugar, levando competidores nas categorias de Deficiente Visual (xadrez), Deficiente Intelectual (futsal e tênis de mesa) e Deficiente Físico (basquete cadeirante).
Os atletas da delegação brusquense conquistaram troféus nas modalidades de basquete cadeirante (campeã e vice), futsal masculino (campeã), tênis de mesa (3º lugar), xadrez (vice).
Ainda sobre a falta de apoio, Maestri afirma que se não fosse a ajuda de empresários e voluntários, não seria possível manter as atividades dos atletas portadores de deficiência.
“Só não conseguimos ir mais longe por falta de ajuda”, prossegue ele.
A dificuldade de apoio não está restrita a Brusque, aponta o presidente da Apvaeb. As condições dos espaços onde os atletas ficaram hospedados no Parajasc são uma amostra disso. Em Jaraguá do Sul, a delegação precisou ficar alojada bem distante das sedes dos jogos. Tudo porque a Prefeitura da cidade não cedeu as escolas municipais para abrigo dos competidores.
Na opinião dele, falta planejamento para as competições de portadores especiais em todo o estado. "Era para ser em Itajaí e o evento foi direcionado às pressas para Jaraguá em 40 dias. Houve vários entraves que só com tempo seriam resolvidos, como instalação d e chuveiros em escolas estaduais”, pontua Maestri.