Ex-presidente da CBF está entre presos na Suíça
Nove dirigentes da FIFA, entre eles o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, foram detidos pela polícia da Suíça na manhã desta quarta-feira (27).
A prisão aconteceu a pedido da justiça americana, em um hotel cinco estrelas que recebe dirigentes de todo o planeta, já que a eleição para a presidência da FIFA acontece na sexta-feira (29).
A investigação aponta acusações de corrupção generalizada na FIFA durante as últimas duas décadas, mas principalmente na última eleição para sede de Copa do Mundo, quando Rússia e Catar conseguiram o direito de sediar o torneio, para os anos de 2018 e 2022, respectivamente.
De acordo com o Departamento de Justiça Americano, as investigações também incluem o contrato da CBF com uma grande marca americana, o que leva a crer que seja a Nike, principal fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira. Apesar de não estar entre os acusados, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, está entre os investigados.
Toda a operação foi realizada sob sigilo, inclusive na chegada dos policiais suíços ao Hotel Baur au Lac, em Zurique. Eles estavam à paisana e, de posse das chaves dos quartos, subiram e realizaram as prisões. Há outros envolvidos e acusados no esquema, como o brasileiro José Hawilla, dono da Traffic, empresa de marketing esportivo que entregou cerca de R$ 470 milhões para a justiça americana através de um acordo e da assinatura de sua confissão como culpado.
Presos na operação:
José Maria Marin (Brasil)
Jeffrey Webb (Ilhas Cayman)
Eugenio Figueiredo (Uruguai)
Jack Warner (Trinidad e Tobago)
Julio Rocha (Nicarágua)
Costas Takkas (Ilhas Cayman)
Rafael Esquivel (Venezuela)
Nicolas Leoz (Paraguai)
Eduardo Li (Costa Rica)