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Inflação desacelera, mas fica em 0,4%

Agência Brasil 09/07/2014 as 20:09
 Inflação desacelera, mas fica em 0,4%
Foto: Veja
Texto Economia

A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,4% em junho deste ano, desacelerando em relação aos 0,46% de maio. Nos últimos doze meses, o IPCA acumula alta de 6,52%, acima dos 6,37% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. A meta que o Banco Central deve alcançar este ano é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para baixo ou para cima. Portanto, o resultado em 12 meses ficou acima do limite superior da meta (6,5%).

O IPCA fechou o primeiro semestre do ano com alta de 3,75%. No primeiro semestre de 2013, o índice era 3,15%. Os dados foram divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, os preços dos alimentos e bebidas foram os que mais contribuíram para a queda da inflação em junho, que passaram de 0,58% para 0,11%, uma desaceleração pelo terceiro mês consecutivo. Os alimentos consumidos em casa apresentaram redução de 0,60% em junho, contra alta de 0,41% em maio. Os maiores percentuais foram a batata-inglesa (-11,46%) e o tomate (-9,58%). Houve queda ainda dos alimentos consumidos fora de casa (de 0,91% em maio para 0,82% em junho), com destaque para a refeição (0,96% para 0,75%), refrigerante (1,29% para 0,51%) e cerveja (0,34% para 0,01%).

Já influenciadas pela Copa do Mundo, as diárias de hotel aumentaram 25,33%, impactando as despesas pessoais, grupo que teve alta de 1,57% em junho, resultado 0,77 ponto percentual em relação a maio – e causando impacto de 0,17 ponto percentual no IPCA de junho.

Nas despesas com habitação, houve redução de 0,61% para 0,55%, mesmo com altas na taxa de água e esgoto (0,95%), aluguel residencial (0,84%) e artigos de limpeza (0,92%). Neste caso, houve compensação no item energia elétrica, que passou de 3,71% para 0,13%.

Os gastos com saúde e cuidados pessoais ficaram em 0,60% em junho, após 0,98% no mês anterior, deixando para trás os reflexos do reajuste de março nos preços dos remédios (1,47% em maio para 0,29% em junho). Houve também redução nos preços dos artigos de residência (1,03% em maio para 0,38% em junho), vestuário (0,84% para 0,49%), comunicação (0,11% para -0,02%) e educação (0,13% para 0,02%).

Utilizado pelo Banco Central como parâmetro para o balizamento do Plano de Metas, o IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

Publicado por Lana Martins


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