(Vídeo) Via estreita faz moradores do São Pedro conviverem com acidentes e pedidos por alargamento
Rua Pedro Hoerner
Mesmo as placas indicativas para que os motoristas se mantenham em baixa velocidade, são insuficientes para evitar acidentes recorrentes na rua Pedro Hoerner, no bairro São Pedro. Além dos de menor expressão, como pequenas colisões ou espelhos arrancados, em março, pelo menos dois caminhões chegaram a sair da pista e precisaram ser resgatados da ribanceira.
Para se deslocar para qualquer ponto da cidade, trabalho ou serviço público, a via é a única alternativa. Na rotina diária, moradores como Letícia da Silva, ou o marido, precisam usar ela para ir para trabalhar ou levar a filha à escola. Segundo ela, o sentimento é de apreensão, por ter que percorrer o trajeto
“A estrada já era bem complicada por ser muito estreita, na chuva fica pior ainda, por ter deslizamento, fica escorregadio e fica pior ainda'', comenta. “É perigoso, né? Eu ando muito devagar aqui. Eu tenho medo de vir caminhão de lá e bater de frente, já chegou a acontecer acidente com meu esposo”.
Com o crescimento do bairro e instalação de empresas, o problema se agravou e o fluxo de caminhões é indicado como um novo fator de risco pelos moradores. Lúcia Machado também é moradora e utiliza a via para se deslocar. Ela também é outra que já sofreu acidentes de trânsito no local por conta da falta de visibilidade e largura inadequada da via. “É muito complicado aqui, dá muito acidente aqui. Até com caminhão de firma já deu acidente, ficou pendurado lá embaixo.”
A moradora também relata temer pela segurança ao ter que percorrer o trecho. “A gente sai todos os dias para trabalhar, mas tem que rezar para chegar vivo em casa, pela noite”. O relato delas é reforçado por quem mora no local há mais de 26 anos, como Valdenir Diana. Dono de uma empresa local, ele só tem a via como alternativa para prestar serviço em outros pontos da cidade.
“É risco mesmo, às vezes, tem criança na estrada, se encontra um caminhão? Tem curvas ali ‘que não tem choro’: é morro ou bater”, resume. De acordo com ele, a estrutura da estrada não passou por atualizações significativas no período que mora no local. A estimativa é que o número de moradores, desconsiderando as empresas que se instalaram no local, passou de cinco moradores para cerca de 100.
Em análise
Em contato com o secretário de Obras, Ricardo de Souza, afirma que o tema está sendo acompanhado internamente e um alargamento já foi debatido. O entrave, segundo o secretário, está na destinação do material gerado em um possível alargamento. Além do problema, Souza afirma ser preciso a regularização da operação, com o licenciamento ambiental.